Ergueu-se um prédio com requintado acabamento,
coleção de belos vitrais e uma excelente solução
de iluminação natural, graças ao uso de clarabóias
e telhas de vidro. A intenção era criar um ambiente
que transformasse o corriqueiro ato de comprar em um passeio cultural.
Os 55 vitrais com estilos góticos, feitos
vitralista Conrado Sorgenicht Filho, retratavam cenas de produção
agrícola e pecuária do interior paulista.
Em 1932 já estava tudo pronto. Foi quando
estourou a Revolução Constitucionalista e o local
acabou tornando-se paiol de armas e munições. A inauguração
oficial foi doa 25 de janeiro de 1933.
Aos poucos, os comerciantes do Mercado Velho, foram se transferindo
para o Novo Mercado. Quase ninguém acreditava no sucesso
do Mercado, pois para aquela região da cidade não
havia nenhuma condução. Somente em 1939 é que
começaram a circular as três primeiras linhas de bonde
servindo as ruas próximas ao local.
Hoje, muita coisa mudou em São Paulo. Porém,
ao entrar no Mercado Paulistano, percebe-se uma certa nostalgia
no ar, nas conversas, e até mesmo na forma diferenciada e
especial como os comerciantes atendem à clientela. Um tratamento
carinhoso que eles aprenderam com seus avós e pais, e que
hoje estão ensinando aos filhos.